Media Training e Comunicação Pessoal

Como atrair o interlocutor desatento

Não depende da plateia, só de você!

Tem gente que diz que o desempenho em uma apresentação depende do humor da plateia. Será mesmo? Considerando que a responsabilidade da comunicação é do comunicador, não há espaço para culpar a plateia. O interlocutor (espectador) pode até ser hostil, disperso, agressivo ou questionador, mas não importa como o outro age, e sim como você reage.

O impulso de responsabilizar o outro por qualquer resultado dá mais poder a ele e tira a sua energia. Para focar no que realmente interessa, veja o que é possível fazer para dar um show no palco e atrair a plateia para a sua mensagem:

– realmente é a mensagem que importa (conteúdo) e muita gente sofre por achar que o espectador está preocupado com o apresentador. A forma (apresentação) e o conteúdo andam juntos, mas ninguém está procurando o momento de ‘te pegar’, não! Relaxe para fazer bem o que você se propôs a fazer;

– quanto mais conectado com a plateia você estiver, melhores resultados terá. E se conectar é se preocupar com o outro, falar para o outro, tentar sentir o outro e não apenas querer falar e se apresentar. Afinal, o apresentador só está à frente da sala por que existe uma plateia, portanto a atenção e a dedicação têm que ser para o espectador. O exercício da empatia faz muita diferença no resultado final, portanto coloque-se no lugar da plateia e tente sentir o que ela gostaria de ver e receber de você. Desta forma, você tem meio andado para atrair o interlocutor desatento que tenderá a ficar mais ligado em você e não no celular;

mantenha viva a sua energia. A ansiedade cultivada antes da apresentação é muito prejudicial, e o primeiro passo para mudar esse cenário é construir um novo ambiente, mesmo que seja mentalmente. Imagine-se vitorioso em cima do palco, gostando da sensação de se apresentar e percebendo a satisfação dos espectadores. A dinâmica de PNL – Programação Neurolinguística – pode tranquilizar os ânimos para que você se dedique só ao que realmente importa;

use o jogo de cintura para se sair de situações críticas e não julgue como erros o que pode ser interpretado pelo outro como algo inesperado. Pular um slide, pisar no fio do microfone, trocar uma palavra ou qualquer outra ação que esteja fora do seu planejamento são coisas tão comuns que não precisam ser destacadas. Quanto mais você der foco nisso, mais vai tirar o foco de você. Lide com naturalidade, use a flexibilidade e mostre que pode resolver qualquer situação com leveza. Exigir-se demais nem sempre é saudável;

use os seus recursos a seu favor. A expressividade corporal, a voz, a vestimenta e o comportamento são recursos que você já tem e pode utilizar para dar mais brilho às suas apresentações. Use-os na sua potência máxima e perceba que o controle está com você e não com a plateia.

À medida em que você reconhece o que faz de positivo, fortalece sua autoconfiança para realizar as melhorias em comportamentos que ainda não te satisfazem. É um ciclo de aprendizado em que deve prevalecer a sua disposição em entregar o melhor ao outro e não focar no que você pode fazer de errado.

Vale a pena tentar?

Aurea Regina de Sá

Aurea Regina de Sá é jornalista e coach de comunicação, especializada em Media Training.

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AUREA REGINA DE SÁ

Jornalista e Coach de Comunicação, especializada em Media Training.

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