Media Training e Comunicação Pessoal

Tire esse nó da garganta

Entenda como eliminar essa angústia e se comunicar melhor com você e com o outro

Qual é o desabafo que você quer fazer, mas ainda não se sente preparado? O que você quer falar e está entalado na garganta?  O que te impede de abrir o coração e botar tudo isso pra fora?

Enquanto você espera, a angústia cresce e um sentimento ruim toma conta de você, porque alimenta mais mágoa, mais frustração, mais negatividade. Isso pode refletir na sua saúde física, você sabe disso, né?

Quando a gente guarda algo pra dizer pro outro, mas não diz, isso prejudica em primeiro lugar a nós mesmos, porque o outro, muitas vezes nem sonha que você tem algum sentimento guardado aí. Então, é preciso botar isso pra fora. Mas, você deve estar se perguntando: como eu vou chegar na frente da pessoa e falar tudo o que eu penso? Se você tiver essa oportunidade, usando as regras da comunicação não violenta, priorizando o que sente sem atacar o outro, eu sugiro que você faça isso, que você use essa oportunidade. Mas, se isso não é mais possível, se você ainda não conseguiu reunir forças e coragem suficientes para enfrentar essa situação, eu vou te propor uma outra coisa: escreva.

Pegue uma folha de papel e uma caneta e escreva uma carta pra essa pessoa. No alto da folha, coloque o nome da cidade onde você está, a data (dia, mês e ano) e cumprimente o destinatário: olá, fulano como vai? Esse é só um exemplo de como iniciar.

No corpo da carta, registre tudo o que te incomoda. Fale sobre você e seus sentimentos, mas antes identifique, reconheça pra você o que sente. Depois manifeste isso em palavras que serão escritas. Se quiser, pode desenhar também. O desenho é um instrumento lúdico que comunica muito e pode facilitar essa sua manifestação.

Não economize nesse texto. Diga tudo o que sente e pensa. Mas, olha, não precisa ofender o outro. Se você quiser citá-lo no texto, indique os comportamentos ou palavras dele ou dela que te ofenderam, magoaram, mas não condene o outro, por mais que ele tenha feito isso. Se não fica aquele discurso quase infantil de: ‘você disse que eu sou idiota’, ‘não, idiota é você!’. Isso não constrói. O indicado é dizer: ‘eu fiquei muito magoada quando você me chamou de idiota e fui procurar o significado no dicionário. Eu não me identifiquei com isso. Talvez eu não tenha sabido explicar, mas isso mostra o quanto eu sou consciente de algumas coisas; idiota, não’.

Entendeu o mecanismo? Em vez de atacar a pessoa, fale sobre o comportamento dela. Você pode até dizer que em determinação situação, ela ou ele teve um comportamento idiota, mas nunca que É um idiota.

Desta forma você vai desabafar aos poucos. A caneta vai te ajudar a destilar essa raiva, essa mágoa, essa tristeza que tem aí no seu coração. E você vai se sentir melhor.

Na carta você pode, se quiser, fazer uma sugestão para uma aproximação entre vocês pra que  façam as pazes, mas só se você quiser fazer isso. Porque uma coisa é ficar em paz com o seu coração diante de uma situação que não te agradou e outra coisa é querer continuar convivendo com a pessoa que despertou em você esses sentimentos ruins, negativos. Então, primeiro entenda o que você deseja e depois escreva ou não na carta.

Despeça-se! E feche a carta.

Bom, antes que você sofra por antecipação pensando que vou te sugerir enviar essa carta, não eu não vou. Você até pode enviar, se quiser, mas a minha proposta era só que você escrevesse, porque essa é uma oportunidade de desabafar, de aliviar seu coração.

Depois que fizer a experiência, você me conta?

Aurea Regina de Sá

Aurea Regina de Sá é jornalista e coach de comunicação, especializada em Media Training.

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AUREA REGINA DE SÁ

Jornalista e Coach de Comunicação, especializada em Media Training.

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