Media Training e Comunicação Pessoal | Aurea Regina de Sá

Aprenda o palavreado

dos jornalistas

Deadline é um dos termos.

Quer conhecer outros?

Leia o artigo.

Todo segmento profissional tem seu próprio vocabulário e não é diferente no Jornalismo. Para você, que é porta-voz, é importante se familiarizar com os termos mais usados para aproveitar melhor a oportunidade de visibilidade na imprensa. Mas isso é só para você entender a dinâmica da entrevista e o funcionamento da redação, portanto não recomendo que saia por aí usando essas palavras e expressões. Quem participa do programa de Media Training aprende a importância do relacionamento com a imprensa para aproveitar as chances de estar visível.

Vários desses termos que vou expor abaixo estão no meu livro sobre Media Training. O Backstage reproduz 31 histórias reais de entrevistas que eu fiz ou presenciei quando era repórter e mostra o que fazer para usar a entrevista como uma oportunidade de reforçar a marca pessoal e corporativa.

Assim como eu digo pra você que não é interessante usar os jargões corporativos com pessoas que não são do seu meio, o jornalista também não deveria usar as palavras abaixo na rua quando está diante do entrevistado, mas às vezes escapa. Então, vamos lá conhecer os significados de 13 termos mais usados em entrevistas realizadas por jornalistas de jornal impresso, rádio e tv:

1. DEADLINE

Prazo final para a produção de notícias antes que as matérias sejam diagramadas para envio à gráfica ou editadas para serem veiculadas no rádio e na tv.

2. OFF

Texto gravado pelo repórter no rádio e na tv para ser usado durante a edição da matéria. Em matérias exibidas na televisão, o texto em off fica sob as imagens editadas.

3. OFF THE RECORDS

Também é chamado somente de ‘off’. Costuma-se dizer: ‘vou dar uma informação em off’, ou seja, que não deve ser divulgada. É um acordo entre a fonte e o jornalista e que tem que ser respeitada. Mas, por que a fonte revelaria algo que não pode ser divulgado? Essa estratégia é usada para explicar aspectos que facilitarão o entendimento do tema discutido, sem no entanto, autorizar a divulgação. Em alguns casos, a fonte autoriza a divulgação do conteúdo e recomenda ao repórter que não revele a fonte. A confiança entre fonte e jornalista é fundamental para preservar a relação.

4. PASSAGEM

É o momento em que o repórter de tv se coloca diante da câmera, no meio da reportagem gravada, para contar parte da matéria. Uma reportagem de tv é composta por off, passagem e entrevistas (ou sonoras) e também pode ter gráficos e animações.

5. EDIÇÃO

Nem tudo o que o repórter apura na rua entra no ar ou faz parte do texto, no jornal impresso, blog, portal ou revista. Não há tempo nem espaço para expor todo o material, portanto é feita a edição que ‘enxuga’, reduz e concentra as principais informações no espaço disponível para que o telespectador/ouvinte/leitor se mantenha interessado na reportagem.

6. ASPAS

Numa matéria escrita, você lê informações que estão entre aspas, o que significa dizer que são o pensamento literal de quem deu a entrevista. Muitas informações escritas numa matéria de jornal ou revista são fornecidas pela fonte (porta-voz), mas em alguns trechos, o repórter utiliza uma frase literal dele para dar força à matéria, porque destacar a fonte transmite mais credibilidade do que se o jornalista tivesse escrito o texto sem citar quem o ajudou com as informações.

7. ERRATA

Termo utilizado para admitir um erro na divulgação. É uma expressão comum em emissoras de tv e rádio, jornais, revistas e portais de notícias. As equipes de jornalismo trabalham arduamente conferindo informações e checando notícias antes de divulgá-las, mas também cometem erros.

8. BARRIGA

A ‘barriga’ ronda as redações. Com o aumento das fake-news (notícias falsas), o risco é ainda maior. Se a redação não apurar corretamente a notícia pode cometer uma ‘barriga’ e depois tem que assumir a ‘errata’ (item 7).

9. HARD NEWS

Tipo de jornal diário que cobre notícias quentes, é normalmente um jornal de tempo curto com matérias reduzidas para mostrar as principais notícias do dia.

10. JABÁ

Jabá é o nome mais curto de jabaculê, termo que ficou conhecido pelo movimento de barganha entre uma instituição pública ou privada e o jornalista para ganhar vantagens. Por exemplo: para ter um serviço divulgado, determinada empresa ‘presenteia’ o jornalista com um produto, serviço ou até em dinheiro. A prática é ilegal e imoral, porque é como se fosse a compra do espaço com o compromisso de só mostrar o lado positivo. Jabá é o mesmo que propina.

11. LEAD

É o início da matéria escrita onde se lê as principais informações para depois destrinchá-las no decorrer do texto. É o espaço onde normalmente se responde as 7 questões principais do Jornalismo: O QUÊ, QUEM, ONDE, QUANDO, POR QUE, COMO E QUANTO.

12. MATÉRIA FRIA

É o tipo de matéria que demora ou não perde a validade. A matéria fria pode ser gravada hoje e ir ao ar amanhã ou em seis meses que não perde as características. Por exemplo: ‘artesãs produzem bonecas com vegetação ribeirinha’.

A não ser que elas parem de produzir ou a vegetação específica se extingua, a matéria pode ser divulgada tardiamente que não fica ‘velha’. É diferente de matéria quente, factual: aconteceu hoje tem que ser divulgado hoje, como um acidente, um crime, nomeação de alguém para determinado cargo, divulgação de medida governamental, lançamento de produto ou serviço, etc.

13. SONORA

É a entrevista gravada por repórteres de tv e rádio. É bem comum ouvir os repórteres dizerem esse termo ao pedir para o entrevistado iniciar a gravação da entrevista. Ele deveria sempre dizer: ‘vamos gravar a entrevista?’, mas às vezes diz: ‘vamos fazer a sonora?”. Então, agora você já sabe o que é.

Aurea Regina de Sá

Aurea Regina de Sá é jornalista e coach de comunicação, especializada em Media Training.

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AUREA REGINA DE SÁ

Jornalista e Coach de Comunicação, especializada em Media Training.

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